Foi aprovada a reforma administrativa em São Bernardo que, entre outras medidas, cria a novíssima Secretaria de Cultura. Em matéria no ABCD Maior, são descritas as primeiras medidas que serão tomadas no âmbito do filho da antiga Secretaria de Educação e Cultura. Entre elas, está a criação de 15 pontos de cultura, 20 cine-clubes e um prêmio para incentivar produtores culturais iniciante.

Não tenho absolutamente nada contra essas iniciativas, que no meu ver só vem tampar a lacuna de espaços culturais em SBC. Minha única queixa é de ordem administrativa: por que elas não foram tomadas quando a cultura ainda fazia parte da secretaria antiga? As críticas feitas pelos partidários da separação soam como conversa para boi dormir. Se dizia que não havia orçamento definido para as iniciativas culturais. Eu me pergunto se a administração do Marinho não consegue ordenar a uma secretaria subordinada que invista o necessário em cultura. E não consigo entender por qual motivo um subordinado ao secretário de cultura não possa ter independência suficiente para promover tais iniciativas. O ponto é que agora, com a nova divisão, serão criados inúmeros cargos, o que aumenta a folha de pagamentos do município.

Por que apenas agora que foi criada a nova secretaria se firmaram novos convênios com o Ministério da Cultura? Ninguém poderia fazer isso quando havia a Secretaria de Educação e Cultura? Fico imaginando um monte de funcionários ociosos enquanto não pertenciam a uma secretaria só de cultura. Como podem imaginar, isso é um tanto quanto ridículo.

Mesmo assim, apesar de ter sido desde o princípio das discussões contra essa divisão, espero que com a nova secretaria São Bernardo possa melhorar a atividade cultural dentro de seus limites. Agora não há mais desculpas.