No afã de desmontar todas as iniciativas da administração anterior, a atual não mede as conseqüências do vácuo deixados por suas ações na educação em São Bernardo.

No começo do ano, atrasaram a distribuição de uniformes escolares, usando o argumento de que não havia orçamento destinado a isso.

Fecharam as salas de informática das escolas municipais, onde haviam monitores que já dominavam os procedimentos. O argumento era de que os funcionários não eram especializados e haveria nova contratação. Enquanto isso, esses funcionários foram colocados em função de assistentes.

Há alguns dias, a Guarda Municipal deixou de fazer a segurança das escolas. Em seu lugar, empresas de segurança foram contratadas. Não preciso dizer que o custo é muito maior e o tempo de capacitação, muito menor.

A última medida na área da educação foi a dissolução das escolas para alunos especiais. Usando o argumento de que há uma lei da época de FHC que os obriga a colocar essas crianças em escolas comuns. No entanto, a prática e o bom senso mostram que os benefícios podem ser maiores em um contexto voltado à educação de excepcionais. A prefeitura vai bancar os custos do treinamento necessário para que os professores possam atender adequadamente às necessidades muito peculiares desse tipo de aluno? Vão parar a aula para trocar fraldas? Vão ser compreensivos quando houver algum tipo de crise? Vão continuar dando suporte às famílias para que o desenvolvimento dessas crianças seja o melhor possível?

Gostaria de ver essas perguntas respondidas adequadamente. Gostaria de saber que seremos amparados pelo governo quando precisarmos de ajuda para educarmos nossos filhos. Fazemos parte da “inclusão”? Havíamos sido “excluidos”?