Ler o Blog do Armandinho, no ABCD Maior, não é nenhum exercício mental. Com um discurso beirando o infantil, diz que é a favor do controle do Estado sobre a comunicação no país, como ficou estabelecido nas resoluções da CONFECON.

Começa o artigo dizendo que liberdade boa é pra ele; para aqueles de quem discorda, censura, apesar de negar que seja isso o que deseja. E a crítica continua. Aqueles jornais que se atrevem a escrever sobre o governo Lula são chamados de PIG, uma sigla para um tal Partido da Imprensa Golpista, termo que eu lembro ter sido usado primeiro pelo Paulo Henrique Amorim, conhecido por malhar a oposição, qualquer que seja ela.

O papo pseudomarxista prossegue com ele defendendo o bolivarianismo. Gostaria que ele dissesse que considera a relação do governo venezuelano com a imprensa local um objetivo a ser buscado pelo país. Para poupá-lo de responder, basta dizer que ele a apóia, por ser um dos ítens da tal resolução.

Tudo isso é ridículo: nem ele nem qualquer dos presentes à conferência seriam capazes de propor tal controle estatal caso houvesse um governo mais à direita no poder. Tá aí de novo a liberdade pra mim, mas não pros outros. Inclusive para jornalistas, ao apresentar proposta de criar um Conselho que puniria jornalistas e similares por mal comportamento. Espero de coração que não passe. Porque eu quero ter a liberdade para ler o blog do Armandinho. Não que eu vá fazê-lo com frequência: o que ele escreve de engraçado já chega antes pra mim em correntes de e-mail.

PS.: Muito cara a farofa que temos que sustentar no planalto, não? Mas ela é regada a Romanée-Conti, porque a farofa de “pobre” é assim. Um luxo!