É óbvia a constatação de que as autoridades públicas têm sido, no mínimo, incompetentes ao lidar com a trajédia de proporções diluvianas na serra do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, queridinho da imprensa, têm sido poupado de críticas, mas não há como evitar associá-lo à total falta de coordenação nas atividades de ajuda humanitária. Donativos simplesmente não chegam a quem precisa. Dinheiro público é apenas uma promessa de uma presidente que tenta demonstrar que serve ao cargo a que foi eleita. Corpos se acumulam nas ruas, em estado de putrefação, antes que os próprios moradores da região os enterrem para evitar o mau cheiro.

É lamentável constatar que as pessoas comuns é que ajudam quem mais precisa nesse momento de dor e desespero. E que boa vontade apenas não conta: têm que vencer a burocracia que a impede de chegar a quem já perdeu tudo: helicópteros do exército passaram o dia parados na Granja Comary, local de treinamento da CBF, para desespero até mesmo das equipes que os operam.

Os meios de comunicação solicitam à sociedade que ajudem de diversas maneiras, mas pecam passando ao largo do essencial, ao não pedir à sociedade que pressione os representes políticos a fazerem aquilo para que foram eleitos, ao invés de se deterem em uma avalanche de incompetência institucionalizada.