Arquivo para fevereiro de 2011

O mito do respeito do Brasil no exterior

Sinto uma certa pena daqueles que para defender o governo de Lula citam o tal respeito que o Brasil têm no exterior, que não existiria no passado. Esse mantra das esquerdas não passa de uma mistificação, uma frase de efeito usada como argumento que acabaria com qualquer discussão a respeito da qualidade da administração federal como um passe de mágica.

Na América do sul, o ex-presidente Lula causou problemas com sua política externa ao tentar buscar espaços para reforçar a hegemonia na região. Alguns países se queixaram do imperialismo brasileiro com a diplomacia norte-americana, conforme documentos vasados pelo Wikileaks confirmam. Um misto de arrogância com despreparo e falta de noções básicas do significado de democracia causaram esse imbroglio.

Somado a isso há o comportamento do ex-presidente que, por causa de um complexo quase de Édipo, queria se contrapor ao seu antecessor no cenário internacional, e causava constrangimentos ao discussar com líderes como Angela Merkel. Sua posição condescendente com o Irã demonstrou toda incompetência típica de quem assume com convicção um cargo para que não se preparou, mas sem ter consciência de suas deficiências.

Resta esperar que o atual governo seja mais pragmático ao menos nesse aspecto da administração. Chamar ditadores que desrespeitam direitos humanos achando que tá abafando não é atitude de quem vence eleições democráticas. Quem sabe no futuro o país não volte a ser respeitado por sua política externa?

O que quer o movimento por passe livre?

Os últimos dias foram tensos na cidade de São Paulo. Manifestantes sob comando do Movimento Passe Livre entraram em choque com a polícia militar na prefeitura da capital de SP.

Não é possível negar que esse as lideranças movimento usa estudantes para atingir seus objetivos políticos. Sua intenção é promover a revolução no sistema de transportes, estatizando as empresas que oferecem o serviço público, e sem que haja indenização aos proprietários. Uma mini-revolução socialista, por assim dizer. Ignoram, no entanto, que o que falta para que haja redução dos valores das passagens na cidade não é o excesso de capitalismo, mas sim a falta crônica de concorrência verdadeira, que poderia inclusive puxar para cima os padrões de qualidade dos transportes. Ignoram que a qualidade dos serviços em geral se deterioram quando passam a ser controlados por agentes públicos, que nem sempre estão

A reação mais comum das pessoas nesse caso é verociferar impropérios contra os policiais. Mas será que esse é o melhor meio de reinvindicar direitos? No site eles dizem ser contra a criminalização dos movimentos sociais. Mas é justo não reprimir indivíduos que tentam depredar propriedade pública? Quem deve ser responsabilizado por sua iniciativa de agir com violência contra agentes públicos?

O aumento foi alto, de 11%. Mas nem por isso tentar invadir edifícios públicos é a melhor opção para se fazer ouvido. Boas pessoas estavam lá, achando que a manifestação era válida, mas ignorando que sempre há aqueles infiltrados que querem se passar por vítimas ao serem atacados pela polícia, nem que para isso tenham que usar provocação para conseguir posar de mártires. Os vereadores Juliana Cardoso, Antônio Donato e José Américo, do PT de São Paulo, agiram cheios de boas intenções, conforme declararam aos jornalistas. Porém, sua atitude não pode ter contribuido para aumentar a confiança aos manifestantes, transmitindo a sensação de que poderiam transgredir as leis sem que fossem reprimidos?