Os últimos dias foram tensos na cidade de São Paulo. Manifestantes sob comando do Movimento Passe Livre entraram em choque com a polícia militar na prefeitura da capital de SP.

Não é possível negar que esse as lideranças movimento usa estudantes para atingir seus objetivos políticos. Sua intenção é promover a revolução no sistema de transportes, estatizando as empresas que oferecem o serviço público, e sem que haja indenização aos proprietários. Uma mini-revolução socialista, por assim dizer. Ignoram, no entanto, que o que falta para que haja redução dos valores das passagens na cidade não é o excesso de capitalismo, mas sim a falta crônica de concorrência verdadeira, que poderia inclusive puxar para cima os padrões de qualidade dos transportes. Ignoram que a qualidade dos serviços em geral se deterioram quando passam a ser controlados por agentes públicos, que nem sempre estão

A reação mais comum das pessoas nesse caso é verociferar impropérios contra os policiais. Mas será que esse é o melhor meio de reinvindicar direitos? No site eles dizem ser contra a criminalização dos movimentos sociais. Mas é justo não reprimir indivíduos que tentam depredar propriedade pública? Quem deve ser responsabilizado por sua iniciativa de agir com violência contra agentes públicos?

O aumento foi alto, de 11%. Mas nem por isso tentar invadir edifícios públicos é a melhor opção para se fazer ouvido. Boas pessoas estavam lá, achando que a manifestação era válida, mas ignorando que sempre há aqueles infiltrados que querem se passar por vítimas ao serem atacados pela polícia, nem que para isso tenham que usar provocação para conseguir posar de mártires. Os vereadores Juliana Cardoso, Antônio Donato e José Américo, do PT de São Paulo, agiram cheios de boas intenções, conforme declararam aos jornalistas. Porém, sua atitude não pode ter contribuido para aumentar a confiança aos manifestantes, transmitindo a sensação de que poderiam transgredir as leis sem que fossem reprimidos?