Sinto uma certa pena daqueles que para defender o governo de Lula citam o tal respeito que o Brasil têm no exterior, que não existiria no passado. Esse mantra das esquerdas não passa de uma mistificação, uma frase de efeito usada como argumento que acabaria com qualquer discussão a respeito da qualidade da administração federal como um passe de mágica.

Na América do sul, o ex-presidente Lula causou problemas com sua política externa ao tentar buscar espaços para reforçar a hegemonia na região. Alguns países se queixaram do imperialismo brasileiro com a diplomacia norte-americana, conforme documentos vasados pelo Wikileaks confirmam. Um misto de arrogância com despreparo e falta de noções básicas do significado de democracia causaram esse imbroglio.

Somado a isso há o comportamento do ex-presidente que, por causa de um complexo quase de Édipo, queria se contrapor ao seu antecessor no cenário internacional, e causava constrangimentos ao discussar com líderes como Angela Merkel. Sua posição condescendente com o Irã demonstrou toda incompetência típica de quem assume com convicção um cargo para que não se preparou, mas sem ter consciência de suas deficiências.

Resta esperar que o atual governo seja mais pragmático ao menos nesse aspecto da administração. Chamar ditadores que desrespeitam direitos humanos achando que tá abafando não é atitude de quem vence eleições democráticas. Quem sabe no futuro o país não volte a ser respeitado por sua política externa?