Arquivo por categoria Opinião

Shopping Metrópole receberá investimentos para expansão

O shopping Metrópole, antigamente conhecido pelo apelido carinhoso de Shopão, foi totalmente adquirido pela Sonae Sierra, uma administradora de shopping centers, que já detinha parte de seu controle. O valor da transação foi de R$ 40,7 milhões.

Soma-se a isso a promessa de investimentos de R$ 52,7 milhões na construção de mais 31 lojas e de nove salas de cinema, uma delas com projeção 3D. A fachada do shopping também será remodelada.

A empresa aproveitou uma oportunidade única: com a construção de vários conjuntos residenciais para famílias de alto poder aquisitivo nas imediações do centro, é natural que aumente a demanda por diversão e locais de compra adequados à essa realidade.

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Manifestação contra a expulsão de Geisy

Estive hoje na manifestação promovida pela Marcha Mundial de Mulheres contra o ato da Uniban contra a aluna Geisy por usar um vestido curto. Ao chegar, pude perceber a aglomeração de pessoas na entrada de um dos blocos da universidade, onde estava o carro de som usado. Bem próximo, Sabrina Sato entrevistava alunos usando um vestido rosa muito chique.

Conversei com alguns grupos de alunos. Eles se mostraram muito receptivos à idéia de poder expressar suas opiniões a respeito de tudo que aconteceu. Eu notei que o tom variava de revolta, no começo da conversa, a algo mais ponderado no final. “Ela é culpada por isso”, “Estamos sem aula por causa da menina”. Descreviam o comportamento dela no dia em que saiu do edifício escoltada. Mas concluiam dizendo que a universidade não deveria tê-la expulsado. Após alguns minutos de conversa, descreveram o temor de que toda a publicidade negativa afetasse o mercado de trabalho para eles. Um deles, usando um boné, disse que não ligava para a roupa que ela usava. “Eu também sou julgado pela roupa que eu uso”.

Em seguida, conversei com um grupo de meninas que estudam num dos edifícios. A mesma reação inicial, de revolta com a Geisy. Mas elas disseram que várias outras garotas têm costume de usar roupas curtas na faculdade. E deram vários exemplos, demonstrando que sempre houve tolerância por parte tanto dos funcionarios quanto dos alunos em relação à vestimenta.

Conversei também com Lea, da organização da manifestação. Perguntei se a Geisy havia dado apoio. Ela me informou que o protesto era contra a decisão da direção da universidade de expulsá-la sem o que considerava ser o procedimento mais correto, de buscar fazer debates, informar. Não havia a pretenção de se entrar no mérito do comportamento que desencadeou todos os eventos dos últimos dias. “A direção da universidade pretende transformar a vítima em criminosa.” Não pude deixar de concordar com ela.

A manifestação, no entanto, não teve sempre o mesmo bom senso de Lea. Alguns dos manifestantes não estavam preparados para lidar com uma platéia hostil. Pedro, presidente de “Associação nacional de amparo a mulheres e famílias carentes”, em certo momento toma como missão pessoal fechar a Uniban. Desafia os alunos, perguntando quem seria o macho de expulsar Sabrina Sato, que estava a poucos metros de distância. “Quando vocês se unem, se tornam covardes”, diz ele. Várias vozes se levantavam contra essas generalizações.

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Novo viaduto na Lions

Mapa do novo viaduto da avenida Lions

O viaduto sobre a avenida Lions será entregue até o final do ano.

Faz algum tempo que o viaduto na Lions ligando São Bernardo a Santo André está em construção. Há alguns dias, Luiz Marinho declarou que entregaria o viaduto até o final deste ano. É uma obra muito importante para as duas cidades, pois tende a desafogar o trânsito em diversos pontos do ABC. Na matéria do ABCD Maior, ele declara que o trânsito só melhorará de verdade quando o rebaixamento da Lions for concluido em 2012. Eu tenho algumas considerações a fazer. A primeira é de que o trânsito deve melhorar bastante com a conclusão do viaduto. Pelas minhas observações, uma parte do trânsito entre a saída da Anchieta e Santo André acontece porque no momento em que o semáforo da Vergueiro abre, não há espaço livre na via suficiente para que muitos veículos andem para frente, e o fluxo é mínimo. Ao eliminar o semáforo naquele ponto, haverá um fluxo ininterrupto de veículos, e haverá mais espaço para que os carros andem.

O trânsito no Corredor ABD, para quem vem de Diadema, também vai ser enormemente favorecido por essa obra, assim como a avenida 31 de Março, que delimitam a Paulicéia.  Hoje os veículos se acumulam na pista na frente do Supermercado Extra, dificultando a vida de quem mora no bairro. Em certos dias, leva-se por volta de 50 minutos para se conseguir chegar até a Anchieta.

Eu não conheço o projeto com detalhes, mas seria interessante pensar em uma maneira de facilitar os caminhos de quem vai para a Paulicéia ou para o Taboão vindo do centro da cidade pela Anchieta. Hoje é necessário entrar em Rudge Ramos para conseguir voltar. É uma opção que, em dias sem trânsito, toma por volta de cinco minutos. Nos dias com trânsito então, é uma pequena eternidade.

Claro que o rebaixamento vai melhorar o trânsito liberando a Vergueiro do semáforo que trava o trânsito. Porém, durante a construção teremos problemas muito maiores. Por esse motivo minha sugestão é de que, antes de iniciarem essa obra, preparem a saída da Anchieta na entrada do Rudge Ramos, de maneira a torná-la uma opção para quem pretende ir para Santo André, aproveitando a avenida Lauro Gomes. Isso reduziria o impacto das obras na vida das pessoas da região.

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Nova secretaria de cultura

Foi aprovada a reforma administrativa em São Bernardo que, entre outras medidas, cria a novíssima Secretaria de Cultura. Em matéria no ABCD Maior, são descritas as primeiras medidas que serão tomadas no âmbito do filho da antiga Secretaria de Educação e Cultura. Entre elas, está a criação de 15 pontos de cultura, 20 cine-clubes e um prêmio para incentivar produtores culturais iniciante.

Não tenho absolutamente nada contra essas iniciativas, que no meu ver só vem tampar a lacuna de espaços culturais em SBC. Minha única queixa é de ordem administrativa: por que elas não foram tomadas quando a cultura ainda fazia parte da secretaria antiga? As críticas feitas pelos partidários da separação soam como conversa para boi dormir. Se dizia que não havia orçamento definido para as iniciativas culturais. Eu me pergunto se a administração do Marinho não consegue ordenar a uma secretaria subordinada que invista o necessário em cultura. E não consigo entender por qual motivo um subordinado ao secretário de cultura não possa ter independência suficiente para promover tais iniciativas. O ponto é que agora, com a nova divisão, serão criados inúmeros cargos, o que aumenta a folha de pagamentos do município.

Por que apenas agora que foi criada a nova secretaria se firmaram novos convênios com o Ministério da Cultura? Ninguém poderia fazer isso quando havia a Secretaria de Educação e Cultura? Fico imaginando um monte de funcionários ociosos enquanto não pertenciam a uma secretaria só de cultura. Como podem imaginar, isso é um tanto quanto ridículo.

Mesmo assim, apesar de ter sido desde o princípio das discussões contra essa divisão, espero que com a nova secretaria São Bernardo possa melhorar a atividade cultural dentro de seus limites. Agora não há mais desculpas.

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Impressões sobre a saúde em SBC

No site da prefeitura de São Bernardo encontrei a matéria São Bernardo humaniza atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que descreve uma mudança no atendimento às pessoas que buscam ajuda médica nos postos. Segundo a matéria, desde o final de outubro haveria uma triagem quando o usuário chega.

Na semana passada eu fui ao PS do Rudge Ramos, e o que vi foram muitas pessoas sentadas, aguardando atendimento. Eu não sei se o horário, onze e meia da manhã, é um horário de pico, mas ainda assim assustava ver tanta gente aguardando.

Aproveitando este artigo, queria comentar minha impressão sobre a consulta que fiz lá. Primeiro que levou quase três meses entre o momento entre a marcação e a data da consulta com a dermatologista. Segundo, é o tempo que a médica ficou lá para atender a todas as pessoas que apareceram no lugar. Umas dez pessoas, aproximadamente, não levaram vinte minutos para serem atendidos. Ao chegar, sentei bem na frente da sala, e a doutora ainda ficou uns cinco minutos falando ao celular antes que a atendente trouxesse os papéis necessários. Não estou fazendo uma crítica pessoal alguma, apenas ilustrando as sugestões que vou fazer a seguir.

O espera de três meses poderia ser reduzida enormemente caso fossem atendidas mais pessoas que essas dez, naquele dia. Sem brincadeira, acredito que o triplo poderia ser conseguido em pouco mais que uma hora. Muitos dos casos, pelo que pude perceber, eram triviais, assim como o meu. O fluxo dos papéis poderia ser melhorado, para que não houvesse tempo de ociosidade, de maneira que ao chegar, o médico começasse os atendimentos o mais rápido possível.

Depois do meu atendimento, fui orientado a procurar uma sala onde seria feito um encaminhamento. Não me lembro exatamente, mas há uma central da tal Fundação que administra a saúde na cidade. Mas ela disse que iria demorar porque há uma fila muito grande, tão grande que nem agendamento ela faria ainda, e que eu teria que esperar uma ligação de uma assistente social, mas que se ela demorasse muito, eu deveria ligar. Opinião pessoalíssima: o sistema não funciona. Não funciona ainda. Espero que os atendimentos venham a melhorar, como prega a matéria da prefeitura.

Eu nem comentei que fui a uma UBS marcar uma consulta para otorrinolaringologista no mesmo dia em que marquei a consulta com a dermatologista, e até agora estou aguardando a tal ligação? Conto pra vocês no dia em que a receber.

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